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Terça-feira, 15 de Setembro 2026
Justiça

Decisão que devolve direitos políticos a Acir Gurgacz reacende esperança de Bolsonaro, porém cenário jurídico ainda é desfavorável

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques que restabeleceu os direitos políticos do empresário Acir Gurgacz, de Rondônia, provocou repercussão no meio...

Notícia Rondônia
Por Notícia Rondônia
Decisão que devolve direitos políticos a Acir Gurgacz reacende esperança de Bolsonaro, porém cenário jurídico ainda é desfavorável
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A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques que restabeleceu os direitos políticos do empresário Acir Gurgacz, de Rondônia, provocou repercussão no meio jurídico e político. De acordo com reportagem da Revista Fórum, publicada nesta terça-feira (4), a medida foi recebida por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro como um possível indicativo de que o magistrado poderá adotar entendimento semelhante na revisão criminal apresentada pela defesa do ex-chefe do Executivo.

Conforme a publicação, a decisão não cria precedente automático nem produz qualquer efeito sobre a situação de Bolsonaro. Ainda assim, o fato de Nunes Marques suspender, por liminar, os efeitos de uma condenação definitiva antes da análise do colegiado foi suficiente para alimentar expectativas entre apoiadores do ex-presidente.

A liminar foi concedida na Revisão Criminal n 6.089 e suspendeu os efeitos da condenação de Acir Gurgacz, devolvendo-lhe provisoriamente os direitos políticos. A decisão ainda foi comunicada ao Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), permitindo que o empresário do Grupo Eucatur volte à condição de elegível enquanto o STF julga o mérito da ação.

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Segundo a Revista Fórum, Gurgacz foi condenado pelo Supremo, em 2018, por desvio de finalidade na aplicação de recursos de um financiamento do Banco da Amazônia . Apesar de a pena ter sido declarada cumprida em 2022, os efeitos eleitorais da condenação permaneciam.

Na revisão criminal, a defesa sustentou que o STF não possuía competência para julgar o caso, uma vez que os fatos ocorreram antes de Gurgacz assumir o mandato de senador e não tinham relação com a atividade parlamentar. Ainda segundo a reportagem, Nunes Marques considerou que havia elementos suficientes para examinar uma possível violação ao devido processo legal e ao princípio do juiz natural.

Outro ponto destacado pela publicação foi o posicionamento do Ministério Público Federal, que se manifestou favoravelmente ao reconhecimento da nulidade da condenação e à remessa do processo à primeira instância.

A Revista Fórum ainda recorda que Nunes Marques já havia concedido liminar semelhante a Gurgacz em 2022, no decorrer de o período eleitoral. Na ocasião, contudo, a decisão foi revertida pelo plenário do STF. Desta vez, a defesa apresentou uma tese diferente, centrada na alegada incompetência da Corte para processar e julgar o caso.

Situação de Bolsonaro

Segundo a reportagem, a repercussão decorre do fato de Nunes Marques ser o relator da revisão criminal proposta pela defesa de Jair Bolsonaro, condenado por participação na tentativa de golpe de Estado. Os advogados pedem a anulação da condenação ou, alternativamente, a absolvição do ex-presidente, alegando supostas irregularidades processuais e questionando a competência da Primeira Turma do STF.

Apesar da expectativa gerada entre aliados de Bolsonaro, a Revista Fórum ressalta que o cenário jurídico é bastante diferente. A Procuradoria-Geral da República defendeu que a revisão criminal sequer seja admitida, sob o argumento de que a defesa não apresentou fatos novos nem demonstrou erro judiciário capaz de justificar a reabertura do processo.

Outro fator considerado relevante é que a revisão criminal de Bolsonaro deverá ser julgada pelo plenário do Supremo, diferentemente do caso de Gurgacz. Assim, embora Nunes Marques seja o relator e possa apreciar medidas urgentes, a decisão final dependerá do voto da maioria dos ministros.

A reportagem ainda ressalta que uma eventual decisão favorável na esfera criminal não restabeleceria automaticamente a elegibilidade de Bolsonaro. Isso porque sua inelegibilidade decorre de condenações impostas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em processos distintos, que só poderão ser revertidas pela própria Justiça Eleitoral.

Dessa forma, a análise apresentada pela Revista Fórum conclui que a liminar concedida a Acir Gurgacz reacendeu a expectativa de aliados de Bolsonaro, porém as diferenças entre os processos, a posição da Procuradoria-Geral da República e o rito de julgamento no STF tornam remota a possibilidade de o ex-presidente obter um resultado semelhante. Com informações da Revista Fórum.

Fonte: News Rondônia

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