A decisão de interromper o Campeonato Brasileiro masculino na metade do ano que vem, em razão da realização da Copa do Mundo Feminina, parece um equívoco.
São competições distintas, com públicos, calendários e operações diferentes. Não há uma dependência que justifique paralisar uma por causa da outra. Até porque a estrutura existente no país permite que ambas aconteçam simultaneamente, sem maiores dificuldades. Os estádios e a logística são suficientes para atender aos dois eventos.
Quem perde com essa interrupção são todos os envolvidos. Os clubes têm seu planejamento comprometido, os torcedores ficam privados da principal competição nacional por um longo período e as emissoras detentoras dos direitos de transmissão também sofrem com a quebra de continuidade de um produto de enorme interesse.
A Record, por exemplo, que tem uma competição, mas não tem a outra, será tremendamente prejudicada.
Valorizar o futebol feminino é indispensável e deve ser uma prioridade. Mas isso não exige, necessariamente, colocar o Brasileirão em compasso de espera. Ambas podem conviver, crescer e se valorizar juntas.
Fonte: Leo Dias
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